Ucrânia suspende exigência de licenças para exportação de milho

25/Mar 2022 15:55  - Atualizado 3 meses atrás

Agronegócio Mercado Externo Milho

Medida foi adotada pelo governo do país para garantir o abastecimento interno

O governo da Ucrânia optou por suspender a exigência de licenças de exportação de milho e óleo de girassol para a temporada 2021/22. O país suspendeu as exportações de centeio, aveia, milheto, trigo sarraceno, sal, açúcar, carne e gado, enquanto enfrenta a invasão das forças militares russas, e havia introduzido licenças para exportações de trigo, milho e óleo de girassol, de modo a garantir o abastecimento interno frente às novas dificuldades causadas pelo conflito.

Assim, as autoridades agrícolas reportaram que os estoques de milho e óleo de girassol estão muito altos, não havendo necessidade de limitar as exportações.

Contudo, o mercado vê uma perda bilionária de receita na exportação de grãos pela Ucrânia, uma vez que o bloqueio de seus portos pelas forças russas a impede de embarcar milhões de toneladas de trigo e milho que tinham sido destinados à exportação até junho, disse um representante da indústria.

Argentina:

A safra de milho argentina foi reduzida em dois milhões de toneladas, sendo agora projetada para 49 milhões de toneladas, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). De acordo com o relatório de “Estimativas Agrícolas”, o corte foi previsto devido às condições adversas de umidade no desenvolvimento da cultura.

A colheita do milho destinada a venda como grão continuou nas parcelas onde o nível de umidade caiu. Grande parte das praças coletadas corresponde a plantios precoces, plantados no leste da área agrícola nacional. À medida que os trabalhos de campo avançam, os rendimentos registados permanecem abaixo das expectativas iniciais, em função do estresse térmico-hídrico menor durante o mês de janeiro, aponta a BCBA.

A Consultoria AgResource Brasil compara que a projeção da Bolsa argentina está quatro milhões de toneladas abaixo “contra a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de 53 milhões de toneladas”.

A filial da empresa norte-americana AgResource Company ressalta, por outro lado, que a safra de soja argentina não sofreu alteração, tendo sido mantida em 43 dos milhões de toneladas, ante 43,5 milhões de toneladas estimadas pelo USDA.

No caso da oleaginosa, a Bolsa argentina informou que a safra em excelente/boa condição teve queda de 34% para 32% na semana. Atualmente, 52% das lavouras são avaliadas como medianas e 16% como regulares/ruins.