Tereza Cristina e empresas discutem a produção de potássio em Autazes

16/Mar 2022 16:19  - Atualizado 4 meses atrás

Combustível Mercado Externo

Produção pode atingir 5 milhões de toneladas por ano, atendendo metade da necessidade do mercado brasileiro

Frente aos desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia, a Brazil Potash, empresa de potássio, propôs dobrar a produção planejada de potássio de um depósito na Amazônia, para reduzir a dependência do país das importações de fertilizantes. Após reunião com a ministra da agricultura, Tereza Cristina, a empresa discute elevar a capacidade planejada de 2,44 milhões de toneladas para mais de 5 milhões de toneladas por ano, no projeto em Autazes (AM).

O aumento pode cobrir quase metade da necessidade brasileira de potássio, mas seriam necessários pelo menos três anos para que a expansão pudesse entrar em operação, a partir da obtenção do licenciamento. O projeto de desenvolvimento do depósito de Autazes vem sendo discutido pela empresa há mais de cinco anos, mas o projeto foi interrompido por preocupações ambientais, dado a proximidade com territórios indígenas.

Paraguai:

No Paraguai, o aumento dos combustíveis levou a paralisação de estradas e vias por caminhoneiros e outros motoristas. Em seu terceiro dia, o protesto é contra o aumento dos preços do combustível no país, anunciado na segunda-feira (14), pelo governo. A Ponte da Amizade, principal ligação entre Brasil e Paraguai, também foi bloqueada. 

Os manifestantes pedem para que o governo paraguaio retome o controle dos preços determinados pela Petropar, estatal paraguaia de combustíveis e gás, e exigem uma redução de 1.500 guaranis (cerca de R$1,11) no preço do diesel. Só neste ano, o governo paraguaio aumentou o preço do combustível duas vezes.

No começo desta semana, depois do início dos protestos, autoridades propuseram uma redução de 400 guaranis (cerca de R$0,30).

O governo também anunciou que levará ao Congresso um projeto de lei para a criação de um fundo de estabilização dos preços do diesel.