Safra de grãos 21/22 deve alcançar recorde de 271 milhões de toneladas

09/Jun 2022 15:58  - Atualizado 3 semanas atrás

mercado do milho

Estimativas da companhia nacional de abastecimento (Conab) apontam que produção de grãos na safra 2021/22 deve alcançar 271,3 milhões de toneladas, um novo recorde na série histórica. O volume representa um incremento de 6,2% em comparação com a temporada anterior, significando cerca de 15,8 milhões de toneladas, de acordo com 9º levantamento da safra de grãos divulgado nesta quarta-feira, 8 de junho.

A estimativa inicial da companhia era de uma produção de 288,6 milhões de toneladas. Mesmo com a redução na expectativa em 6,4%, os agricultores brasileiros serão responsáveis pela maior safra da série histórica. O bom desempenho ocorre mesmo em um ano em que as culturas de primeira safra, principalmente soja e milho, foram afetadas pelas condições climáticas adversas registradas na região sul do país e em parte do mato grosso do sul.

Na atual temporada, o destaque é a recuperação de 32,3% na produção de milho. Com uma produção estável na primeira safra do cereal, próxima a 24,8 milhões de toneladas, a 2ª safra do grão tende a registrar uma elevação de cerca de 45% se comparada com o ciclo anterior, passando de 60,7 milhões de toneladas para 88 milhões de toneladas.

Ainda é preciso acompanhar o desenvolvimento das lavouras, principalmente nos estados do paraná e mato grosso do sul. Nesses locais, a cultura se encontra em estágios de desenvolvimento onde o clima exerce grande influência no resultado. Considerando a segunda safra, cerca de 25,5% do milho do país ainda está sob influência do clima.

Conforme o progresso de safra, publicado nesta semana pela Conab, a colheita do cereal de 2ª safra está em fase inicial, sendo mato grosso o estado com a maior área colhida registrada.

O plantio das culturas de inverno já está em andamento. Destaque para o trigo, principal grão semeado no país. A atual estimativa é para uma produção de 8,4 milhões de toneladas, um novo recorde para o grão caso se confirme o resultado.

Mercado

A Conab mantêm as projeções de importação e exportação da safra 2021/2022 para algodão, arroz, feijão e milho. No caso do milho, a companhia prevê uma alta de 7,15% no estoque de passagem, mesmo com a maior demanda internacional pelo cereal brasileiro. As exportações do grão devem crescer 77,8% quando comparado ao ano anterior, com estimativa de 37 milhões de toneladas. No algodão, houve redução no consumo interno, passando de 765 mil para 750 mil toneladas.

No caso da soja, os esmagamentos da oleaginosa se apresentam em alta. Já as vendas para o mercado externo estão reduzidas, com isso a previsão de embarque do grão foi atualizado para 75,23 milhões de toneladas. Outro destaque é a queda de 415 mil toneladas na estimativa de consumo interno de óleo de soja, relação ao consumo de 2021, acarretada pela menor produção de biodiesel nos quatro primeiros meses de 2022, segundo a agência nacional do petróleo, gás natural e biocombustíveis.

No mercado doméstico, destaque para o feijão. Embora tenha ocorrido expressiva elevação nos preços da leguminosa até meados de maio, posteriormente, os preços seguiram em trajetória de queda, ocasionada pelo avanço da colheita no paraná. No entanto, a partir do dia 27 do mês passado, as chuvas retornaram no paraná, interrompendo a colheita. Na primeira semana de junho, a companhia registrou uma valorização dos preços do produto, entre r$ 10,00 e r$ 20,00 por saca.

Inflação

O IPCA, índice oficial de inflação no Brasil, recuou de 1,06% em abril para 0,47% em maio, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (9), pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE).

A taxa de inflação acumulada em 12 meses está em 11,73%, enquanto a meta de perseguição perseguida pelo banco central é de 3,5%, com teto de tolerância de 5%. No ano, o IPCA soma 4,78%.

Conforme o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em maio. A maior variação veio do grupo vestuário, com alta de 2,11% e 0,09 p.p. de contribuição.

Já o maior impacto (0,30 p.p.) veio dos transportes (1,34%), que desaceleraram em relação ao mês anterior (1,91%).

Alimentos e bebidas também desaceleraram, registrando 0,48% em maio, frente à alta de 2,06% em abril. O único grupo a apresentar queda foi habitação (-1,70%), contribuindo com um impacto de -0,26 p.p. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre o 0,04% de educação e o 1,01% de saúde e cuidados pessoais.

O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de uma 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.