Preliminar do balanço de março aponta crescimento de 37% para o agronegócio

04/Apr 2022 15:49  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Interno

Acumulado do setor já atinge crescimento de US$16 bi, cerca de 61%

Exportações:

O Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, liberou uma nova preliminar do balanço mensal de março, nesta última sexta-feira, 01/04. A balança comercial é o resultado do comparativo entre o número de importações e exportações realizadas pelo Brasil ao longo dos meses, e as cinco semanas de março já apontam superávit recorde de US$7,38 bilhões de dólares, um crescimento de 19,3%.

O acumulado até o fim de março aponta que as exportações atingiram US$71 bilhões de dólares, com o agronegócio encabeçando os indicadores, já que cresceu 36,8% no mês de março, totalizando US$8,17 bilhões, enquanto que, no acumulado do trimestre, a agropecuária cresceu 61% do total, resultando em mais de US$16 bilhões. 

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas do trigo e centeio, café não torrado e soja, que subiu 35%. O milho, por sua vez, apresentou queda de 91,3% ao longo do terceiro mês do ano.

Milho e Soja:

De acordo com relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços da soja caíram no Brasil nos últimos dias, pressionados pela desvalorização do dólar frente ao Real e estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicando aumento da área de soja nos Estados Unidos na safra 22/23. O Departamento estima que a semeadura norte-americana some 91 milhões de acres (36,8264 milhões de hectares), um recorde. Além disso, o avanço da colheita da safra 21/22 na América do Sul também pesou sobre os valores internos da oleaginosa, mesmo que o volume total a ser produzido seja bem menor que o da temporada anterior. Os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná cederam significativos 7,6% e 5,6%, com respectivos fechamentos de R$178,54 e de R$178,94/saca de 60 kg na sexta-feira, dia primeiro de abril. 

Já o milho segue acumulando quedas no mercado brasileiro. No geral, o movimento de baixa esteve mais intenso no início da última semana, quando os vendedores, com necessidade de fazer caixa, estavam mais flexíveis nos valores de negociação. Já a partir da quarta-feira, 30, muitos produtores se afastaram do spot nacional, reduzindo o ritmo de desvalorização do cereal. Do lado comprador, segundo colaboradores do Cepea, boa parte já havia aproveitado os menores preços no começo da semana e recomposto os estoques e, nesses últimos dias, também reduziram as aquisições. Nesse cenário, a liquidez esteve menor. Entre 25 de março e 1º de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) caiu forte 5,1%, fechando a R$92,04/saca de 60 kg na sexta-feira, dia primeiro de abril. 

Diesel:

Segundo a TicketLog, o preço do diesel fechou o mês de março com alta de quase 13% quando comparado a fevereiro. De acordo com o levantamento, em nenhum estado, houve recuo nos valores, mas em todos o aumento ultrapassou os 10%, com destaque para a região norte, que teve o litro do combustível chegando a R$6,15 para a versão comum e R$7,01 para a versão S-10, mais cara. O maior aumento individual foi registrado no Ceará, que subiu de R$5,90 para R$6,90 no litro, enquanto que o menor aumento registrado foi no Sul, com valores atingindo R$6,15 e R$6,29 por cada variação do combustível.