Preços do milho e Covid-19 dificultam mercado de suinocultura na China

08/Apr 2022 17:17  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Externo

País utiliza do cereal para alimentar animais, mas restrições de locomoção e transporte de cargas entre províncias dificultaram o acesso

A demanda de milho da China em 2021/22 foi limitada pelos altos preços do grão, que reduziram o apetite de suinocultores e alguns processadores, disse o Ministério da Agricultura do país em seu relatório mensal de safras divulgado nesta sexta-feira.

Os preços elevados do trigo, no entanto, reduziram o uso do grão alimentar em rações, levando a um aumento da fatia do milho para alimentar criações, disse o ministério.

Dessa forma, o governo manteve inalteradas suas estimativas de abril para oferta e demanda de milho no ano 2021/22, na comparação com o mês anterior.

Espera-se que os preços domésticos do milho permaneçam altos, pois as medidas para controlar os recentes surtos de Covid-19 na China interromperam o transporte em algumas das principais regiões de produção no norte e nordeste, de acordo com as estimativas de oferta e demanda agrícola chinesas.

Soja:

A China venderá 500.000 toneladas de soja importada de suas reservas estatais em 15 de abril, disse nesta sexta-feira, 08/04, o Centro Nacional de Comércio de Grãos em aviso publicado em seu site.

A venda ocorre após um leilão nesta semana da mesma quantidade de soja das reservas, e tem como objetivo aliviar a oferta apertada no mercado doméstico.

A China começou a liberar soja importada das reservas em meados de março, conforme as importações da oleaginosa diminuíram depois que o mau tempo atrasou as exportações da América do Sul. Os preços do farelo de soja subiram devido à escassez de suprimentos.