Plantio do milho safrinha dobra média do mesmo período do ano passado

21/Feb 2022 18:24  - Atualizado 4 meses atrás

Agronegócio Mercado Externo Milho Soja

Colheita de soja atinge 33% da área cultivada no Brasil, milho chega em 29%

Colheita da soja e milho:

A colheita de soja no Brasil atingiu 33% da área cultivada no Brasil, segundo a AgRural, frente aos 15% do mesmo período na temporada passada. A estiagem no Sul, juntamente com o excesso de precipitação na região Centro-Oeste e Minas Gerais afetam o período de colheita e qualidade do grão. Para a colheita do milho verão, a área colhida gira em torno de 29% ao longo das regiões Centro-Sul do país. O plantio da safrinha chegou a 53%, dobrando o progresso do ano anterior.

A AgRural também estima a produção de soja na safra 2021/22 do Brasil em 128,5 milhões de toneladas. A produção total de milho, estimada por enquanto com base em linha de tendência de produtividade para a safrinha, é de 110,9 milhões de toneladas.

Mercado:

Os preços do milho recuaram novamente no mercado brasileiro frente a ausência de compradores. A tendência é a espera de informações para os valores no médio prazo, que deve ocorrer à medida que a colheita do milho verão e o plantio do milho safrinha avançam.

Por enquanto, a expectativa é de que, no curto prazo, a oferta seja limitada no spot nacional, devido ao baixo estoque de passagem e à quebra de produção da primeira safra, diz Centro de Estudos Avançados em Economia Avançada (Cepea).

Economia:

Em relatório semanal, o Banco Central mantém em 3,5% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação em um determinado número de produtos e serviços comercializados no varejo. Em relação à taxa Selic, taxa básica de juros no ano, a previsão para 2023 é que ela se mantenha em 8%.

Logística:

A Mediterranean Shipping Company (MSC), líder no mercado de frete marítimo internacional, anunciou a suspensão por tempo indeterminado de suas operações, com efeito imediato, no Brasil e em outros países da América Latina. A decisão preocupa exportadores brasileiros, pois lidam com um cenário de alta em de custos de frete e dificuldades para obter escalas de embarque e contêineres para exportação. Em comunicado, a empresa atribui a suspensão à medidas relacionadas à segurança nas operações portuárias, em especial relacionadas à utilização dos containers por criminosos para realizar o transporte de substâncias ilícitas.
A empresa realiza o transporte marítimo e terrestre de cargas no Brasil, e os efeitos na cadeia logística nacional e exportação para outros países, embora não seja ainda possível dimensioná-los, serão sentidos ao longo dos próximos meses, diz o diretor de Comércio Exterior da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil.