Plano Safra recebe propostas de agricultura familiar e reforma agrária

24/Mar 2022 14:38  - Atualizado 3 meses atrás

Agronegócio Mercado Interno Milho Soja

Proposta foi elaborada pela Contag, que entregou uma pauta de negociações para a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina

Com mais de 60 propostas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) entregou à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, uma pauta de negociação sobre agricultura familiar e reforma agrária para o Plano Safra 2022/23. 

Entre os temas apresentados, a entidade propõe volumes de recursos ao Pronaf Crédito, a ampliação do teto de financiamento do custeio para R$ 300 mil, investimento para R$ 250 mil e das atividades especiais, incluindo suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura, fruticultura e pecuária de leite, para R$ 500 mil. Já para o financiamento da reforma agrária, a proposta é da atualização dos valores dos tetos e condições de financiamento para famílias beneficiárias de programas correlatos.

A proposta ainda solicita a garantia de recursos para o pleno funcionamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a prorrogação por um ano do prazo de pagamento das parcelas do financiamento com vencimento no período da pandemia, e a ampliação da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), fundamental para implementação de projetos produtivos que promovam a melhoria da produção e geração de renda.

A previsão de lançamento do Plano é no mês de junho.

Suínos:

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o poder de compra dos suinocultores de Santa Catarina e de São Paulo, frente ao milho e ao farelo de soja aumentou nesta parcial de março em relação ao mês anterior. 

De acordo com pesquisadores, apesar dessa reação, o cenário atual ainda é o pior para um mês de março em toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2004. Dados indicam que os preços dos suínos subiram entre o fim de fevereiro e o início de março, mas as cotações do milho e do farelo, que já estavam em patamares elevados, também avançaram, resultando em um contexto bastante desafiador ao produtor independente. 

A preocupação é que com a insustentabilidade do negócio, os produtores passem a abandonar a atividade.