Para contrapor embargo Chinês, Brasil deve exportar carne bovina à Rússia

19/Nov 2021 16:04  - Atualizado 7 meses atrás

Mercado Externo

Com a negociação de carne bovina à China suspensa desde setembro, autoridades brasileiras vem correndo atrás de novos parceiros comerciais para retomar o ritmo de exportações no país. O embargo foi originado pela identificação de casos atípicos de EBB (Encefalopatia Espongiforme Bovina) e vem trazendo reflexos negativos à economia brasileira. Comparado ao mesmo período do ano passado, o país já registra queda de 43% no volume de exportações da proteína bovina.

Para remediar a situação, a ministra do departamento de Agricultura, Pecuária e Abastecimento , Tereza Cristina, se reuniu nesta semana com autoridades Russas para estreitar os laços comerciais entre os países. A reunião surtiu efeito, fazendo com que o governo russo liberasse uma cota de 300 mil toneladas de carne com tarifa zero de importação, que poderão ser utilizadas pelo Brasil e outros países em um período de 6 meses. Além disso, as autoridades russas também garantiram que irão cumprir os contratos de fornecimento de fertilizantes ao Brasil, remediando outro problema importante para o cenário agro basileiro que é pautado na escassez de insumos agrícolas nas lavouras brasileiras.

A notícia é responsável por gerar grande otimismo aos produtores nacionais, já que a tarifa de importação, até 530 mil toneladas, para o mercado proteico russo é hoje de 15%. Assim, a retirada da tarifa se mostra como uma excelente janela de oportunidade, possibilitando ao produtor brasileiro exportar seu produto de forma competitiva e mais lucrativa no mercado.

19 de novembro de 2021