Novos casos de gripe aviária identificados em território francês

28/Mar 2022 14:30  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Externo

Alta nos casos chama a atenção para a exportação de frangos brasileiros, dado que o país não teve nenhum caso registrado

Na França, o Ministério da Agricultura confirmou mais 173 casos de influenza aviária, pertencente a uma cepa de alta patogenicidade (HPAI). A cepa é de origem euroasiática, altamente contagiosa, e é transmitida por aves que têm habitat aquático, como patos e gansos, que têm padrões migratórios de voo, com risco elevado de transmissão do vírus para outros países e continentes.

Até o momento, foram registrados 1.028 casos em plantéis comerciais de aves, 39 casos em animais selvagens e outros 19 casos em galinhas no país europeu, e segundo o ministério, 34 países da Europa já são afetados com a cepa de gripe aviária, e já notificaram focos em perus, galinhas e frangos de corte. 

O primeiro caso na França foi detectado em 26 de novembro de 2021. 

Já nos Estados Unidos, a mesma cepa foi identificada em aves comerciais e selvagens em diferentes estados da União, com o primeiro caso sendo identificado no dia 14 de janeiro de 2022 em um grupo de patos na Carolina do Sul, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

A partir disso, o país passou a monitorar as atividades de aves comerciais e selvagens, sendo encontrados mais casos nos estados de Indiana, Virgínia, Nova Iorque, Maine, Delaware, Michigan, Connecticut, Iowa, Missouri, Maryland, Dakota do Sul, Kansas, Illinois, Wisconsin, Nebraska, New Hampshire, Minnesota, e no Canadá. 

Possíveis impactos:

A mortalidade do vírus gira entre 90 e 100% das aves infectadas, tendo o potencial de epidemias de rápida disseminação e alta taxa de mortalidade, devastando a indústria avícola e resultando em restrições comerciais e suspensão das atividades por período indeterminado 

Como recomendado pela Organização Mundial de Saúde Animal, ao se identificarem casos da doença em plantéis comerciais, deve-se eliminar todas as aves infectadas, causando um prejuízo significativo e não previsto para a atividade, que já enfrenta instabilidades com as altas no preço do milho. Além disso, o vírus pode afetar mamíferos, como animais domésticos e seres humanos, causando sintomas respiratórios e conjuntivite.