Mesmo com seca, milho 2ª safra desenvolve bem na região central

31/May 2022 15:40  - Atualizado 1 mês atrás

As análises do boletim de monitoramento agrícola (BMA) da Conab, apontam que a seca sazonal, característica deste período na região central do Brasil, provocou impactos menos intensos no desenvolvimento da lavoura de milho 2ª safra, em comparação com as safras passadas.  

Nas primeiras semanas de maio, a seca se intensificou e a umidade do solo, que já se encontrava baixa em algumas regiões, causou uma maior restrição nas lavouras de milho semeadas fora da janela ideal e que, no momento, estão em período de floração e enchimento de grãos.

As maiores restrições hídricas ocorreram no oeste da Bahia, no norte e noroeste de Minas Gerais e em Goiás, além do sudeste de Mato Grosso, do leste de Mato Grosso do Sul e do noroeste de São Paulo.

O acompanhamento do índice de vegetação mostra que, apesar das restrições hídricas em maio, a semeadura antecipada do milho 2ª safra permitiu que as lavouras se desenvolvessem de forma similar ou melhor que as últimas safras na maioria das regiões monitoradas. Atualmente o índice está em queda ou desaceleração, devido à maturação de parte das lavouras. 

A expectativa de boa produtividade.

Queda no preço do milho e da soja

Compradores estão afastados das aquisições de novos lotes de milho, visto que, além de estarem estocados, estão atentos ao início da colheita da segunda safra, que pode ter produção recorde. Nesse cenário, conforme apontam dados do Cepea, as cotações do cereal estão em queda. Entre 20 e 27 de maio, o indicador Esalq/BM&Fam baixas de 1,18% e 1,27%, fechando a R$ 188,81/sc e a R$ 192,98/sc de 60 kg, respectivamente, na sexta, 27. 

De acordo com pesquisadores, a baixa nas cotações está atrelada à oferta acima da demanda, visto que a colheita da safra 2021/22 de soja está praticamente finalizada na América do Sul. Outro fator que influencia esse cenário é a desvalorização do dólar frente ao real, que encarece o produto brasileiro aos importadores.

No mercado de ovos, após registrar em fevereiro um dos maiores patamares da série histórica, a diferença entre os preços dos brancos e dos vermelhos vem diminuindo na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. 

O estreitamento entre os valores reflete, principalmente, a resistência dos consumidores em pagar os atuais preços pedidos pelo produto vermelho — geralmente mais elevados que os do branco —, uma vez que o poder de compra da população segue enfraquecido em 2022. Durante a quaresma, a valorização dos ovos vermelhos não foi tão elevada quanto a dos ovos brancos, e passado o período religioso, as cotações do primeiro passaram a cair significativamente, diminuindo assim a diferença para as do branco.