Mercado Interno: B3 fecha em alta após anúncio feito por Casa Branca frente à conflito entre Rússia e Ucrânia

14/Feb 2022 17:15  - Atualizado 5 meses atrás

Agronegócio Mercado Interno Milho

CBOT aponta crescimento do milho para as próximas semanas

Economia:

Na última sexta-feira, a B3, bolsa de mercadorias de São Paulo fechou em alta após instabilidades devido ao cenário de possível invasão russa à Ucrânia. Na Bolsa de Chicago, o milho fechou a semana com alta de 1,29%, puxado pelo trigo e quebras na América do Sul; o aumento no mercado de milho foi principalmente sustentado por temores sobre o desenvolvimento produtivo na Argentina e no Brasil frente à estiagem e quebra de safra. Os clientes sul americanos voltam para os Estados Unidos para suprir a demanda de grãos, elevando os valores da CBOT. Padrão pode se repetir ao longo desta semana, já que os mapas climáticos continuam a indicar baixa pluviosidade para algumas regiões. 

Mercado:

Os preços internos do milho seguiram praticamente estáveis em São Paulo nos últimos dias, apesar das recentes estimativas indicando redução na produção brasileira na atual temporada, devido ao enfraquecimento da demanda. Vendedores, por sua vez, estão concentrados na colheita de soja e sem necessidade de “fazer caixa”, fazendo os valores se estabilizarem até mesmo em regiões que vinham registrando alta nas últimas semanas, como as do Sul. Entre 4 e 11 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (referência Campinas – SP) recuou leve 0,08%, fechando a R$ 97,05/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 11. Nessa região paulista, que é marcada por um grande número de demandantes, compradores relatam estoques confortáveis, diz Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com a quebra na produção de soja se confirmando, devido às adversidades climáticas na América do Sul, há preocupações em diferentes elos da cadeia produtiva. De um lado, sem produção para comercialização, produtores, sobretudo os do Sul do Brasil, tendem a passar por dificuldades. Quanto à demanda, com os preços do grão em alta, os valores dos derivados também são impulsionados, encarecendo ainda mais os custos de produção de setores como a pecuária. Em relação aos preços do grão, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá da soja subiu 1,3% de 4 a 11 de fevereiro, fechando a R$ 195,85/saca de 60 kg na sexta-feira, 11. O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná avançou 0,56%, a R$ 191,33/sc de 60 kg no dia 11. 

Em relação ao mercado do ovo, os preços estão em alta neste mês, devido à menor oferta da proteína, segundo informações do Cepea. Além do controle da produção realizado por agentes do setor, as altas temperaturas em fevereiro e em janeiro em parte das regiões produtoras reduziram a produtividade das poedeiras, principalmente das que põem ovos vermelhos, mais sensíveis ao calor. Nesse cenário, a valorização do vermelho tem sido maior que a do branco, ampliando a diferença entre as cotações desses produtos ao maior patamar dos últimos 10 meses.