Mato Grosso tem início de colheita do milho mais antecipado da história

24/May 2022 18:44  - Atualizado 1 mês atrás

Mercado Externo Milho

Os produtores de Mato Grosso deram início à colheita de milho 2021/22 em 1,24% da área até sexta-feira, e os trabalhos estão no patamar mais antecipado da história no Estado, disse o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

No ciclo anterior, quando a colheita teve forte atraso em função do calendário da soja, os primeiros registros de retirada do cereal das lavouras foram divulgados pelo instituto somente em 11 de junho.

O instituto ainda disse que o milho de segunda safra foi uma das culturas beneficiadas com o plantio mais antecipado em relação a toda a série histórica do Imea e, com isso, 82,74% das lavouras foram plantadas na janela ideal, até 25 de fevereiro.

Agora, a região mais avançada na colheita é a do médio-norte, com 2,3% das áreas de milho “safrinha” colhidas, seguida por 1,31% no noroeste e 1,14 no centro-sul do Estado. Somente o norte e sudeste não iniciaram os trabalhos.

No início do mês, o Imea cortou sua projeção para o milho da safra 2021/22, de 40,56 milhões de toneladas para 39,34 milhões, devido à redução significativa das chuvas em grande parte do Estado em abril.

Ainda assim, o cereal deve registrar produção quase 21% superior no comparativo anual.

Brasil e China se aproximam

Representantes do Brasil e da China anunciaram avanços significativos na pauta comercial do agronegócio, o que deve se refletir na ampliação e diversificação de negócios entre as partes.

Segundo nota publicada pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, foram concluídas as negociações para o início de exportações brasileiras de milho e amendoim para a China. Foram anunciados, também, planos de assinatura dos protocolos relativos às exportações brasileiras de farelo de soja, proteína concentrada de soja, polpa cítrica e soro fetal bovino na próxima reunião da Subcomissão de Inspeção e Quarentena, a se realizar em data a definir, no período de 21 a 24 de junho de 2022.

Foram retomadas, ainda, as exportações brasileiras de carne bovina à China, temporariamente interrompidas após a ocorrência de casos atípicos “mal da vaca louca” no Brasil. 

As partes acordaram, ainda, envidar esforços para finalizar, até o final de 2022, as negociações relativas às exportações brasileiras de gergelim, sorgo e uvas, bem como atribuir prioridade às negociações visando permitir as exportações brasileiras de farinhas de pescado, aves e suínos, assim como as exportações chinesas de maçãs para o Brasil.