Mapa solicita linha de crédito com condições especiais para suinocultores

22/Apr 2022 15:39  - Atualizado 2 meses atrás

Mercado Interno

A linha de crédito para a retenção de matrizes deve estar vinculada às Operações de Custeio, com uma dilatação nos prazos de carência

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) solicitou ao Ministério da Economia (ME) uma linha de crédito com condição especial para suinocultores. A linha para retenção de matrizes estaria vinculada às Operações de Custeio, porém com uma dilatação do prazo de carência, de 12 meses para 24 meses.

A pretensão é que o pedido seja incluído no Plano Safra atual, e se estenda para o Plano Safra do próximo ano. Ainda não existe um prazo para aprovação ou reprovação do pedido feito ao ME, mas como o pedido visa a inclusão da linha de crédito já para o Plano Safra 2021/22, a expectativa é que o pleito seja apreciado na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), prevista para o dia 28 de abril.

Suíno Vivo:

De acordo com o levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do suíno vivo no mercado independente e também da carne continuam em elevação. Isso se deve à intensificação das compras de novos lotes de animais para abate por parte dos frigoríficos, devido à maior demanda doméstica e ao incremento nas exportações da proteína. 

Segundo o Cepea, para o suíno vivo, além da demanda aquecida, a oferta controlada e os preços ainda elevados dos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, motivam produtores a buscarem maiores valores na comercialização do animal, no intuito de garantir a rentabilidade da atividade. Para as carnes, agentes reajustaram os preços para seguir a tendência do vivo, mas continuam cautelosos no repasse ao atacado, para que o mercado consiga absorver os novos valores.

Taxa Selic:

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirma que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá promover um aumento de um ponto porcentual da Selic a partir do próximo mês, após conversas com investidores dos Estados Unidos. Atualmente, a taxa básica de juros está em 11,75% ao ano.

Segundo o presidente, o aumento da taxa Selic é justificado pela incerteza em torno de seus cenários de inflação prospectiva, variação acima do normal no balanço de riscos, e é consistente com a convergência da inflação para sua meta em todo o horizonte relevante da política monetária, que inclui 2022 e, principalmente, 2023. Diante das projeções de inflação do BC e do risco de desancoragem das expectativas de longo prazo, é apropriado continuar avançando significativamente no processo de aperto monetário para um território ainda mais restritivo.