Indústria de ovos e aves francesa está ameaçada com surto de gripe aviária

26/Apr 2022 18:16  - Atualizado 2 meses atrás

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País enfrenta surto de uma variante altamente patológica do vírus

Surtos de influenza aviária estão ameaçando o futuro da indústria de ovos e aves da França, disse em relatório o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Paris. Até 19 de abril deste ano, 1.300 granjas francesas tinham sido infectadas, e dezenas de novos casos são descobertos todos os dias, disse o adido.

Desde o início do inverno de 2021 no Hemisfério Norte, a França sacrificou mais de 15 milhões de aves, cerca de 5% dos estimados 300 milhões de aves que compõem a população total de aves do país. Assim como nos surtos anteriores, novos casos foram descobertos pela primeira vez no sudoeste da França, onde patos são criados ao ar livre para a produção de foie gras.

Em janeiro e fevereiro de 2022, o vírus se espalhou para o oeste da França, notadamente o distrito de Vendée e a região de Pays de Loire, afetando maiores plantéis comerciais de aves, incluindo frangos de corte, perus e galinhas poedeiras criadas em ambientes fechados. A variante H5N1 do vírus parece ser altamente transmissível e está se espalhando rapidamente também para espécies de aves ameaçadas de extinção em zoológicos, disse o adido.

Segundo o USDA, o setor avícola francês já vinha perdendo competitividade na última década. Atualmente, menos de 50% da carne de frango consumida na França é de origem doméstica. A França continua sendo um dos maiores produtores de ovos da UE, mas seu superávit comercial em ovos e derivados também está diminuindo, afirmou o adido.

O USDA observou que a situação é agravada pelo aumento dos custos de produção, especialmente para mão de obra e ração animal. Os grãos sozinhos representam quase 65% dos custos totais de produção de aves. E o conflito Rússia-Ucrânia acrescentou pressões inflacionárias sobre transporte, energia, ração e mão de obra.

Estados Unidos:

Exportadores dos Estados Unidos relataram vendas de 265 mil toneladas de soja para o mercado externo, sendo 132 mil toneladas de soja para a China para o ano comercial 2022/23 e 133 mil toneladas da oleaginosa para destinos não revelados.

Do total da segunda compra, 78 mil toneladas têm entrega prevista para a safra 2021/22 e 55 mil toneladas para 2022/23, como informou o USDA.