Importações de fertilizantes do Brasil aumentam 16,5% até maio

06/Jun 2022 15:23  - Atualizado 4 semanas atrás

Insumos e Fertilizantes mercado do milho

As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 16,64 milhões de toneladas no acumulado do ano até maio, aumento de 16,5% ante o volume adquirido em igual período de 2021, conforme dados da agência marítima Cargonave, divulgados nesta sexta-feira.

O avanço ocorre em momento de incerteza sobre a oferta global de adubos, diante de sanções ocidentais contra a Rússia e Belarus dois dos principais fornecedores pela guerra contra a Ucrânia, e com importadores antecipando compras para garantir ofertas.

Nos cinco primeiros meses do ano passado, o Brasil adquiriu 14,28 milhões de toneladas do insumo, segundo o levantamento.

Em maio, os desembarques totais de fertilizantes pelo Brasil, que importa mais de 85% de suas necessidades, ficaram em 3,36 milhões de toneladas, cerca de 15 mil toneladas acima do mesmo período de 2021.

A matéria-prima mais importada em 2022 foi o potássio, com 5,52 milhões de toneladas, seguida pela ureia, com 2,33 milhões, e pelo fosfato monoamônico (map), cujas importações chegaram a 1,67 milhão de toneladas.

Colheita do milho

As expectativas de segunda safra recorde já vinham pressionando as cotações do milho, mas, na última semana, o movimento de baixa foi reforçado pelo início da colheita no centro-oeste. Em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, como Rio Verde (GO), Chapadão do Sul (MS) e Campinas (SP), os valores do cereal no mercado disponível já operam nos menores patamares de 2022. Nesse cenário, produtores estão mais flexíveis nos valores de venda, enquanto compradores seguem retraídos, apostando na continuidade das baixas. Até mesmo nos portos, que apresentaram sustentação em alguns períodos deste ano, as cotações vêm caindo há dias, e as efetivações têm sido pontuais, tanto no spot como para entrega futura. Entre 27 de maio e 3 de junho, o indicador Esalq/BM&FBovespa (Campinas – SP) caiu 2,1%, fechando a r$ 85,07/sc na sexta-feira, 3, o menor valor desde o início. 

Já no mercado da soja, as preocupações com a possível menor oferta de óleo de palma na ásia, a valorização do petróleo e a firme demanda mundial por óleo de soja impulsionaram as cotações desse derivado no Brasil e nos estados unidos a patamares recordes. 

Levantamento do Cepea mostra que o óleo de soja, bruto degomado, negociado em São Paulo – SP (com 12% de ICMS) teve média de r$ 9.693,25/tonelada em maio, 5,3% superior à de abril e recorde real (IGP-DI, de abril/22), considerando-se a série mensal do Cepea, iniciada em jul/98. 

Ressalta-se que o avanço do preço doméstico foi limitado pela menor demanda do setor de biodiesel. Além disso, indústrias alimentícias vêm relatando dificuldades em repassar as novas valorizações do óleo de soja ao consumidor. Quanto à soja em grão, o aumento no preço do óleo elevou a procura da indústria pela oleaginosa, o que impulsionou as cotações da matéria-prima. 

A valorização do dólar frente ao real, de 4,1% de abril para maio, também elevou os preços da soja. Na comparação mensal, o indicador Esalq/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) avançou 3,8%, e o indicador Cepea/Esalq – paraná, 3,7%