Exportações do agronegócio em março crescem quase 30% frente ao ano passado

18/Apr 2022 14:55  - Atualizado 2 meses atrás

Exportações Mercado Interno

Dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e analisa os meses de março em 2021 e em 2022

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as exportações do agronegócio atingiram nova alta no mês de março, totalizando US$14,53 bilhões, montante 29,4% superior ao de março do ano anterior. O Ministério acredita que o aumento foi motivado pela elevação de 27,6% nos preços dos produtos exportados, além do aumento no volume, de 1,4%. 

O setor representou metade das exportações totais do país em março deste ano, na esteira da elevação de preços globais dos alimentos, consequência do conflito entre Ucrânia e Rússia, importantes exportadores de grãos.

Dos produtos exportados, a soja lidera os números, representando mais da metade do valor de produtos oriundos do agronegócio exportados no mês, somando o valor recorde de US$7,56 bilhões. As carnes também quebraram recorde, atingindo a marca de US$2 bilhões por mês em março, com a proteína bovina sendo a proteína de origem animal que liderou os índices, embarcando 191 mil toneladas, vendidas a US$1,1 bilhão.

Já as importações do setor somaram US$1,42 bilhões, alta de 5,9%.

De janeiro a março de 2022, as exportações do agronegócio somam US$33,82 bilhões, uma alta de 45,9%, e a importação, US$3,78 bilhões, um recuo de 2,1%. No caso das exportações, houve variação positiva em preços, de 24,9%, e em volumes, de 16,8%.

Soja:

Segundo dados do Centro de Pesquisa Avançada em Economia Aplicada (Cepea), houve uma maior valorização nos preços de comercialização do óleo de soja, após a ameaça de interrompimento do fornecimento argentino com a greve dos caminhoneiros. No spot nacional, as cotações do óleo de soja em São Paulo, com 12% de ICMS, subiram 4,4% entre 7 e 13 de abril, para a média de R$9.074,10/tonelada. Para a soja em grão, a liquidez aumentou um pouco nos últimos dias, com a presença mais ativa de indústrias brasileiras e de importadores no mercado. No entanto, a desvalorização cambial e a retração vendedora limitaram as negociações.

Milho:

Já os preços do milho permanecem em queda, ainda segundo o Cepea. Há uma menor movimentação por parte dos compradores, que se voltam a comprar volumes cada vez menores, verificando por novas desvalorizações do cereal. Do lado vendedor, as colheitas regionais têm levado parte dos agentes a negociar o cereal. Na região de Campinas (SP), o Indicador da Bovespa está em queda há 10 dias consecutivos, e na última quinta-feira, 14, fechou a R$87,30/saca de 60 kg, 1,97% inferior ao do dia 7. A média mensal, por sua vez, já está 10,4% inferior à de março.