Exportações de frango crescem 5,7% em março

08/Apr 2022 17:06  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Interno

Aumento totaliza mais de 418 mil toneladas, e foi motivado pelas exportações bem sucedidas do mês

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango do Brasil avançaram 5,7% em março na comparação anual, totalizando 418,8 mil toneladas. No trimestre, o avanço das exportações foi de 10,2% em relação ao mesmo período de 2021, somando 1,142 milhão de toneladas.

A receita das exportações, que incluem produtos in natura e processados, chegou a US$2,051 bilhões no trimestre, registrando um aumento de 31,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A China voltou à liderança entre os países importadores, com 60,3 mil toneladas importadas em março, volume 8,4% maior ante 2021, após os Emirados Árabes Unidos ficarem em primeiro lugar no mês de fevereiro, com compras para o período do Ramadã, feriado islâmico que instaura jejum entre fiéis.

Em março, o Japão também se destacou entre os principais destinos, com 39,1 mil toneladas da proteína.

O Brasil segue como um dos únicos grandes produtores que não apresentou casos de influenza aviária.

Ainda de acordo com a ABPA, as exportações de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 91,4 mil toneladas em março.

Preço do frango:

Motivado pelo aumento da demanda internacional, o preço do frango, segundo levantamento do Centro de Pesquisa Avançada em Economia Aplicada (Cepea), aumentou no mercado doméstico. Com menor disponibilidade interna de muitos produtos, como peito e filé, os vendedores seguem elevando as cotações, buscando garantir a margem frente ao custo de produção ainda alto. 

Além das exportações, o período de início de mês, com o recebimento do salário por parte da população, também favoreceu as altas nos preços. De acordo com dados da Secex, 385 mil toneladas de carne de frango foram exportadas em março, quantidade 13,3% acima da observada em fevereiro e ainda 4,8% maior que a exportada em março/21.

Crédito Rural:

O Banco do Brasil anunciou nova linha de crédito, voltada para a preservação ambiental. A nova modalidade de crédito permitirá a monetização da área preservada, tendo como lastro para a emissão do financiamento a vegetação nativa do imóvel rural.

De acordo com o banco, a solução gera recursos adicionais para suportar custos e despesas das atividades produtivas e de conservação, agregando valor à sua atividade e produtos em função da adoção de ações voltadas à preservação do meio ambiente. Os valores financiáveis são estabelecidos por bioma de localização do estabelecimento rural, entre eles a Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, possibilitando a geração de recursos sobre as áreas de vegetação nativa das propriedades rurais, como reserva legal, áreas de preservação permanente e áreas excedentes de preservação.

Fertilizantes:

Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as entregas de fertilizantes ao consumidor final somaram em janeiro 3,223 milhões de toneladas, 5,2% menos que em igual mês do ano passado. O estado do Mato Grosso liderou as entregas no mês contribuindo com 30,7% do total, com 990 mil toneladas, seguido por Goiás, com 497 mil, e Paraná, com 373 mil toneladas. Na sequência estão os estados de São Paulo e Minas Gerais, com 288 mil e 256 mil toneladas, respectivamente.

Em janeiro, a produção nacional de fertilizantes intermediários aumentou 14,3% na comparação anual, totalizando 593,97 mil toneladas de adubos intermediários produzidos no mês. A importação de adubos intermediários avançou 13,1% em janeiro ante igual mês de 2021, a 3,258 milhões de toneladas. As exportações dos adubos em janeiro cresceram 38,9% ante janeiro do ano passado, com 69,21 mil toneladas vendidas ao mercado externo no mês.