Exportação de soja em abril representa queda de 29%

05/Apr 2022 16:26  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Interno

Números devem totalizar 11,12 milhões de toneladas

Após resultados preliminares sobre as exportações de março, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima a exportação de soja brasileira de abril em 11,12 milhões de toneladas, representando queda de 29% ante o recorde de 15,67 milhões de toneladas registrado no mesmo período do ano passado.

Janeiro e fevereiro de 2021 apresentaram desempenho abaixo da média histórica, facilitando o crescimento dos indicadores da safra atual. Apesar disso, em março, as exportações de grãos do Brasil recuaram 2,7 milhões de toneladas em março ante o mesmo mês do ano passado, devido à severa quebra da safra nacional pela seca.

Com o recuo previsto para abril, as exportações brasileiras de soja deverão fechar o primeiro terço do ano com aproximadamente 1,5 milhão de toneladas abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. O recuo indicado ocorreu após o país perder alguns embarques para os Estados Unidos em um período em que normalmente domina as exportações para a China, maior importador global da oleaginosa.

Vários analistas e a própria Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) cortaram as projeções de exportação de soja do Brasil para patamares abaixo de 80 milhões de toneladas em 2022, versus um recorde de 86,6 milhões de 2021.

No caso do farelo de soja, as exportações deverão crescer mais de 300 mil toneladas na comparação anual, para 1,9 milhão de toneladas em abril – apesar de uma redução nas exportações do grão, o processamento tem sido mantido no país por boas margens.

Paraná:

No Paraná, a colheita de soja da safra 2021/22 alcança 88% da área plantada no estado, segundo relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado. A retirada da oleaginosa está 7 pontos percentuais atrasada na comparação com igual período do ano passado, e avançou 5% em relação à última semana. 

Das lavouras não colhidas, o porcentual em boa situação passou de 59% para 62% no período; em condição média manteve-se em 29% e, em situação ruim, de 12% para 9% da área. Além disso, 93% das plantações de soja do Paraná estão em maturação e 7% em frutificação.

Em relação ao milho verão, a colheita progrediu 4 pontos porcentuais na semana e chegou a 89% da área plantada, e os trabalhos de campo estão 1 ponto porcentual adiantados na comparação anual. As áreas em condições boas se mantiveram em 53% do total; o percentual das plantações em situação média representa 33%, ante 32% apontado no relatório anterior; o índice de lavouras em condição ruim, caiu de 15% para 14%. Segundo o Deral, 98% das lavouras estão em fase de maturação e 2% em frutificação.

O plantio do milho de segunda safra, ou safrinha, avançou 2 pontos porcentuais na semana, alcançando 99% do total previsto. A implantação do cereal de inverno está em linha com o reportado em igual período do ano passado. O percentual de lavouras em boa condição caiu de 97% para 96% na semana e o de situação média subiu de 3% para 4%. As plantações estão nas seguintes fases: germinação (2%), desenvolvimento vegetativo (69%), floração (21%) e frutificação (8%).

Mato Grosso:

Segundo estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção de soja de Mato Grosso deve alcançar o recorde de 39,19 milhões de toneladas na safra 2021/22, enquanto a projeção para o milho segue estável em 40,4 milhões.

O volume de soja colhido, caso a estimativa se torne realidade, representará alta de 8,7% em relação ao ano anterior, enquanto o milho pode ter avanço de 24% no mesmo comparativo. Ainda segundo o instituto, a previsão de bons índices pluviométricos para o Estado nos meses de abril e maio e a semeadura de 87,68% das áreas dentro da janela ideal de plantio podem indicar um favorecimento para a produtividade do cereal no período de desenvolvimento da safra.

Em relação ao Valor Bruto de Produção (VBP) do milho, a expectativa de uma safra com bons índices e aumento nos preços de produção fizeram o indicador saltar 72% segundo dados do Imea, podendo atingir R$206 bilhões. O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento.