Economia brasileira cresce 1% no primeiro trimestre, diz IBGE

03/Jun 2022 15:51  - Atualizado 4 semanas atrás

Mercado Externo Mercado Interno

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, o PIB totalizou R$ 2,2 trilhões, em valores correntes, no primeiro trimestre do ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, a economia do país cresceu 1,7%. Os dados também mostram um crescimento de 4,7% no acumulado de 12 meses.

Na comparação com o trimestre anterior, houve queda na agropecuária (-0,9%), estabilidade na indústria (0,1%) e aumento nos serviços (1,0%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, a agropecuária registrou queda de 8%.

Alguns produtos agrícolas, cujas safras são significativas no primeiro trimestre, apresentaram decréscimo na estimativa de produção anual e perda de produtividade: soja (-12,2%), arroz (-8,5%), fumo (-7,3%) e mandioca (-2,7%).

Já o milho, que também tem safra relevante no trimestre, apontou ganho de produtividade e crescimento na produção anual, estimado em 27,5%. Cabe ressaltar que a estimativa da pecuária demonstrou bom desempenho no decorrer do primeiro trimestre do ano, com destaque para os bovinos.

A indústria apresentou queda de 1,5%. Nesse contexto, a indústria de transformação (-4,7%) registrou a maior queda, sendo seu resultado influenciado, principalmente, pela fabricação de máquinas e aparelhos elétricos; fabricação de produtos de metal; produtos de borracha e material plástico; indústria moveleira e farmacêutica. Houve recuo também nas indústrias extrativas (-2,4%), afetadas pela queda da extração de minérios ferrosos que superou o aumento ocorrido na extração de petróleo e gás.

Sob a ótica da demanda, a alta do PIB no período foi puxada pelo consumo das famílias, que subiu 0,7%. O consumo do governo variou 0,7%, enquanto a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, caiu 3,5%.

No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 5%, enquanto as importações caíram 4,6%.

Anec reduz estimativas de exportações brasileiras

A exportação de soja do Brasil em maio deve alcançar 10,7 milhões de toneladas, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), uma queda ante o total previsto na semana anterior, de 11,3 milhões de toneladas.

O volume, se confirmado, representaria uma redução na comparação com o mês de abril (11,36 milhões de toneladas), enquanto seria uma diminuição de 3,5 milhões de toneladas ante maio do ano passado, quando os embarques atingiram um dos níveis mensais mais altos da história.

Nesta temporada, os embarques da oleaginosa do Brasil não estão tão fortes quanto em 2021, por conta da firme demanda da indústria para a produção de farelo e óleo de soja localmente, além da quebra da safra.

Já a exportação de farelo de soja do Brasil deve alcançar 1,85 milhão de toneladas em maio, cerca de 50 mil a menos ante a estimativa da semana anterior, mas um crescimento de mais de 150 mil toneladas contra 2021.

A exportação de milho, segundo a Anec, foi estimada em cerca de 1,1 milhão de toneladas, ante 1,24 milhão na semana anterior. No mesmo mês do ano passado, o Brasil não havia exportado o cereal, segundo a associação.