Crise na Ucrânia faz cair expectativas de produção de milho argentino

29/Mar 2022 18:24  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Externo

Com quebras de produção e possível abastecimento do mercado europeu, espera-se que o país foque no cumprimento da demanda ao invés da expansão da produção

A partir do conflito no leste europeu, a produção de milho na Argentina terá grande diminuição na área que será utilizada para cultivo no próximo ano, segundo a Bolsa de Mercadorias de Rosário (BCR).

A crise da guerra na Europa Oriental provocou variações nos preços dos grãos, para os quais se considera a possibilidade de que Argentina e Brasil abasteçam o mercado europeu de milho. O país está saindo de queda produtiva na campanha 2020/21, quando produziria cerca de 112 milhões de toneladas no ciclo 2021/22, assumindo um aumento de 25 milhões de toneladas entre safras, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Deste volume, espera-se que sejam exportadas 35 milhões de toneladas, superando as 20,9 milhões de toneladas do ano comercial anterior.

A Bolsa de Mercadorias de Rosário informou ainda que os embarques de milho da Argentina atingiram um total de 40,9 milhões de toneladas no ciclo 2020/21 no mês de fevereiro, valor recorde de exportações.

Para a temporada que acaba de começar, espera-se que as exportações da Argentina sejam menores que o recorde do ciclo 2020/21 como consequência das quebras de produção que se registam no momento. De fato, de acordo com estimativas preliminares, espera-se que esteja abaixo dos ciclos 2019/20 e 2018/19, então seria o menor desempenho de exportação em três anos.