Com preço da soja em alta, cotações ultrapassam R$210 a saca no Sul do país

14/Mar 2022 14:40  - Atualizado 4 meses atrás

Colheita Milho plantio Soja Sul

Alta nos valores é atribuída pelo aumento nas demandas interna e externa, em conjunto às consequentes reduções de previsão da safra com intempéries climáticas no Sul. Milho também segue em alta

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a colheita de soja no estado do Mato Grosso atingiu cerca de 97% da área total cultivada para a presente temporada. A previsão é que a colheita seja finalizada nas próximas semanas, e as regiões mais avançadas são o noroeste, oeste e médio-norte do estado, onde a colheita já superou 99% das áreas. 

No Brasil, o preço da soja segue em alta, com maior demanda do mercado, junto à sequência de baixas para a safra atual. Os valores já ultrapassam R$200 a saca, com conversas acima de R$210 no Sul do país. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que as cotações do complexo soja tendem à elevação no mercado interno, impulsionadas pela firme demanda doméstica e aumento expressivo na procura externa.

Mercado de Milho:

Ainda segundo o Imea, o plantio de milho alcançou 97,95% da área, seguindo acima da média histórica para o período, de 96,42%. Um ano antes, o percentual era de 88,32%, de acordo com os dados.

Assim como a soja, as demandas interna e externa do milho aquecem o mercado e fazem subir os preços, segundo o Cepea. O Centro de Estudos já aponta aumento de mais de 5,5% em Campinas, e a parcial de março já aponta avanço de 6,4%. 

Os consumidores brasileiros têm necessidade de adquirir novos lotes, mas esbarram na retração de vendedores e altos patamares de preços praticados no spot, e seguem apreensivos com a previsão de aumento ainda maior nos preços, com a nova valorização dos combustíveis, que deve encarecer o frete e, consequentemente, os custos. Além disso, a alta nos preços e a previsão de problemas logísticos para o mercado de fertilizantes apontam tendências de aumento ainda mais significativos nos preços. 

Entretanto, o conflito entre Rússia e Ucrânia gera mudanças de rotas e criam instabilidade na cadeia de fornecimento, fazendo subir a procura pelo grão sul-americano, apesar da quebra de safra.