Colheita de soja avança no RS, e PR perde 130 mil t de milho após temporal

29/Apr 2022 14:59  - Atualizado 2 meses atrás

Mercado Interno

Dados são da Emater-RS e Secretaria da Agricultura do Paraná, que estima a destruição de pelo menos 22 mil hectares

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado do Rio Grande do Sul (Emater – RS) informa que a colheita de soja alcançou 68% das áreas cultivadas na safra 2021/22 no estado, com avanço de 13 pontos percentuais na semana. Apesar do avanço, os trabalhos seguem atrás dos 82% registrados em igual período do ciclo anterior e da média histórica de 89% para esta época do ano.

Ainda assim, a expectativa da Emater para a média de produtividade da oleaginosa no Rio Grande do Sul, que possui lavouras com diferentes potenciais produtivos, permanece em 1.511 quilos por hectare, representando uma redução de 52% comparada à perspectiva inicial após impactos da seca.

Milho:

Ainda segundo a Emater, nas áreas de milho, a colheita avançou somente 2 pontos percentuais para 84% das lavouras, mostrou o levantamento. A última semana foi marcada por alta luminosidade e pela baixa umidade relativa do ar, que contribuíram para a perda de umidade dos grãos e consequentemente favoreceram o avanço dos trabalhos de colheita mecanizada.

Em função da estiagem ocorrida em meses anteriores, a expectativa de produtividade para a safra de milho permanece em 3.500 quilos por hectare, com decréscimo de 55% ante a expectativa inicial da entidade.

No Paraná, a tempestade e a queda de granizo que assolou o leste do estado e danificou parte das plantações de milho tiveram o prejuízo estimado pela Secretaria de Agricultura do estado. Cerca de 130 mil toneladas do cereal foram perdidas, distribuídas ao longo de 22 mil hectares. Os números ainda podem ser revistos ao longo dos próximos dias.

Frango:

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), aponta que mesmo com os recentes recuos dos preços da carne de frango, os altos patamares registrados no começo de abril garantiram aumento na média mensal. No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado registra média de R$7,90/kg na parcial de abril, até o dia 28, 11,2% superior à de março e a maior, em termos nominais, desde outubro de 2021. Para o produto resfriado, a valorização mensal é de 11,9%, com a média a R$7,91/kg neste mês. Para os cortes e miúdos, o cenário também foi de alta no comparativo mensal, principalmente para o peito e o filé de peito comercializados no atacado da Grande SP, cujos valores renovaram os recordes nominais nas respectivas séries do Cepea, iniciadas em 2004. 

Para o filé de peito congelado, a média da parcial de abril está em R$15,55/kg, alta de 8,6% frente à de março. Quanto ao peito, a média mensal está em R$11,66/kg, forte aumento de 18,8%. 

Segundo pesquisadores do Cepea, um dos principais fatores que vem mantendo em alta o preço médio da proteína no Brasil é o contexto internacional. A oferta mundial de carne de frango tem sido limitada por casos de gripe aviária em importantes países produtores, como os Estados Unidos. Além disso, o conflito na Ucrânia interrompeu a produção do país, que é um grande player mundial. 
Diante disso, a demanda externa tem se voltado ao Brasil. Relatório preliminar da Secretaria de Comércio Externo (Secex), aponta que, nos 14 primeiros dias úteis de abril, a média de exportação diária de carne de frango in natura foi de 22,8 mil toneladas, a maior da série histórica, iniciada em 1997.