China reduz em 18% as importações da soja brasileira

13/Apr 2022 15:44  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Externo

País também enfrenta dificuldades para o plantio de milho com iniciativas de Lockdown no país após contágio de nova variante do Covid-19

Junto à queda da demanda por esmagamentos de soja, a quebra de safra no Sul do Brasil fez a China reduzir a compra e importação da oleaginosa em 18%. Segundo dados da Administração Geral de Alfândegas, o país asiático comprou 6,35 milhões de toneladas da oleaginosa em março, uma queda de 18% em relação às 7,77 milhões de toneladas em igual mês de 2021.

Além da queda nas compras, os embarques dos primeiros três meses do ano caíram 4,2% em relação ao ano anterior, para 20,28 milhões de toneladas.

Os preços do farelo de soja na China subiram desde o início do ano para máximas recordes no final de março, com a oferta de grãos apertada após a seca atingir a safra do Brasil, principal fornecedor, atrasando sua colheita. Mais recentemente, os preços recuaram dos patamares recordes.

As importações chinesas de óleos vegetais de janeiro a março caíram 62,8% em relação ao ano anterior, para 1,047 milhão de toneladas. As importações de março atingiram 307.000 toneladas, queda de 61%, também mostraram dados alfandegários.

Milho Chinês:

O plantio de milho em uma das principais áreas produtoras da China pode ser adiado, já que muitos dos milhões de agricultores da região lutam para voltar para casa de empregos temporários na cidade por causa dos rigorosos lockdowns contra o coronavírus.

Qualquer atraso no plantio pode afetar a produção do segundo produtor mundial de milho, onde os preços do grão já estão em níveis recordes e o apoio do governo à soja também ameaça reduzir o cultivo.

As províncias do nordeste da China sofreram semanas de restrições de deslocamento com as medidas mais duras na província de Jilin, onde os casos de Covid-19 dispararam no início de março.

Com o momento crítico para a semeadura de grãos se aproximando rapidamente, alguns agricultores permanecem presos e estão ficando cada vez mais preocupados, apesar das recentes promessas do governo de resolver o problema.

O fornecimento de fertilizantes para a região também foi interrompido pelas restrições de transporte, e os agricultores já estão enfrentando preços recordes do nutriente, bem como do diesel e outros custos.