Brasil negocia sanções econômicas ao Irã para compra de fertilizantes

07/Apr 2022 17:44  - Atualizado 3 meses atrás

Mercado Interno

Sanções foram impostas ao Irã pelos Estados Unidos, e empresas brasileiras temem repercussões negativas de parceiros

Com sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e contra o Irã, o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, procura negociar com o chefe do Departamento de Estado dos EUA, Anthony Blinken, uma trégua que permita a compra, por parte de empresas brasileiras, de fertilizantes do país do Oriente Médio.

As sanções econômicas geram insegurança em empresas brasileiras em realizar negócios e comprar fertilizantes iranianos, por medo de repercussões negativas de parceiros estadunidenses, de acordo com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França.

Com os desenvolvimentos do conflito no leste europeu, o acesso aos fertilizantes iranianos pode ser uma alternativa para a dependência brasileira dos insumos. Atualmente, o Brasil importa mais de 70% dos fertilizantes utilizados no agronegócio, dos quais 20% são originários da Rússia.

O Brasil também vem negociando a compra de excedentes de fertilizantes do Canadá, da Nigéria e do Marrocos.

Importações de fertilizantes:

As importações totais de fertilizantes do Brasil no ano até março aumentaram 27,4%, para 10,43 milhões de toneladas, em comparação com 8,19 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, segundo dados da agência de navegação Cargonave. Os dados, no entanto, ainda não refletem sanções a grandes fornecedores como a Rússia.

Suínos:

Em março, os valores médios mensais do suíno vivo e da carne superaram os de fevereiro, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse cenário foi observado apesar das baixas registradas na segunda metade do período, com valorizações intensas em regiões acompanhadas pelo Cepea, em Rondonópolis (MT) e em São José do Rio Preto (SP). Na praça paulista, o animal foi negociado à média de R$5,94/kg, 10,9% acima da observada em fevereiro. Na região mato-grossense, o valor pago ao produtor independente pelo animal teve média de R$4,81/kg, alta de 11,3% no mesmo comparativo. Pesquisadores do Cepea afirmam que, no início do mês, a menor oferta de animais em peso ideal para abate e o aquecimento na procura elevaram os valores pagos por novos lotes e também pela proteína. Já na segunda parte do mês, os preços do vivo e da carne recuaram de forma intensa, influenciados pela menor demanda doméstica.