Bndes reabre contratação de valor de r$ 1,9 bi de plano safra que estava suspenso

15/Jun 2022 18:29  - Atualizado 2 semanas atrás

mercado do milho

O BNDES reabriu nesta semana a contratação de novas operações de crédito para de linhas do plano safra 2021/22. O montante a ser liberado, com a retomada das contratações, é de R$1,9 bilhão. Permanecem suspensas solicitações de empréstimos do Moderfrota, programa de financiamento de máquinas; PCA, para silos e armazéns, e Prodecoop, voltado a cooperativas.

O BNDES também informou que foram reabertas linhas do programa abc, de estímulo à agricultura de baixo carbono; Inovagro, focado na incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais; Moderagro, para projetos de modernização e expansão da produtividade, recuperação do solo e defesa animal; Procap agro giro, para necessidades operacionais das cooperativas; Pronamp, custeio e investimentos dos médios produtores; Proirriga, de desenvolvimento da agropecuária irrigada; e Pronaf, direcionado a custeio e investimentos de agricultores familiares.

No plano safra 2021/22, o BNDES já liberou R$ 16,6 bilhões a 65.656 produtores por meio de 26 agentes financeiros, conforme o banco.

Produção de milho em 2021/22

A AgResource Brasil, filial da empresa norte-americana AgResource Company, revisou para cima as estimativas de produção brasileira de soja e de milho para o ciclo 2021/22. A consultoria argumentou que as revisões este mês ocorrem com a melhor mensuração dos rendimentos da soja e da primeira safra de milho, considerando o avanço da colheita e finalização dos trabalhos de campo em alguns estados. A área plantada de milho 2ª safra também apresenta “estimativas mais assertivas”.

Para a produção da safra de milho 2021/22 no Brasil, a AgResource estima 110,20 milhões de toneladas, ante 108,15 no mês anterior. O uso doméstico e exportação foram mantidos em 75,0 milhões e 36,5 milhões de toneladas, respectivamente.

A área da 1ª safra de milho foi mantida em 4,52 milhões de hectares, enquanto para a 2ª e a 3ª safras foram elevadas para 16,06 milhões de hectares e 670 mil hectares, respectivamente. A produtividade da primeira safra foi elevada de 87 sacas para 91 sacas por hectare, o que puxou a produção de 21,93 milhões para 23,03 milhões de toneladas.

No caso da segunda safra, a colheita continua avançando, principalmente em mato grosso, e atinge atualmente 7,78% da área total prevista. Para a revisão de safra, a AgResource destaca que o aumento de área de soja resultou em um aumento da área semeada da segunda safra de milho, e com a produtividade levemente ajustada para 93 sacas por hectare, deve resultar em uma produção de 85,07 milhões de toneladas, aumento de 1,48% em relação ao mês anterior.

Já a produção da safra de soja 2021/22 foi elevada com a verificação da área plantada em mato grosso, o maior estado produtor. A produção nacional foi projetada em 121,93 milhões de toneladas, elevação de 1,63%, enquanto a área aumentada em 1,35%, para 41,51 milhões de hectares. O uso doméstico de soja em 2022 foi elevado para 50,65 milhões de toneladas, enquanto as exportações foram projetadas em 75 milhões de toneladas.

Suinocultura

No mercado do suíno vivo, o preço médio pago no mercado independente subiu em maio na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. A média mensal foi impulsionada pelas valorizações do início do mês, já que as cotações — tanto do animal quanto da carne — recuaram no decorrer do período, pressionadas pela maior oferta de suínos e pela fraca demanda pela proteína.

Já as exportações brasileiras de carne suína in natura recuaram de abril para maio. Segundo dados da secretaria de comércio exterior (Secex), em maio, o Brasil embarcou 79,8 mil toneladas da proteína, 2,1% a menos que em abril e ainda 12,7% abaixo da quantidade de maio/21. Apesar desse resultado, os faturamentos em dólar e em real aumentaram no comparativo mensal.

O poder de compra de suinocultores paulistas frente aos principais insumos consumidos na atividade (milho e farelo de soja) aumentou entre abril e maio, o terceiro mês consecutivo de avanço no poder de compra do produtor. Esse cenário foi favorecido pelos aumentos nos preços médios do animal vivo e, principalmente, pelas desvalorizações dos insumos.